sábado, 25 de julho de 2009

Só enchendo linguiça...

Mais uma sexta feira em casa e aproveitei para muder o layout daqui, mas esse blog ainda não está do jeito que eu quero. Esses grandes olhos me atormentam me vendo daí de cima, mas enfim, vai ficar assim enquanto não tenho uma idéia melhor.

Não ligo de todo mundo estar na rua e eu aqui deitava, com o notebook no colo e uma panela de brigadeiro ao meu lado. Está chovendo bastante e o unico programa que eu tinha para hoje acabou sendo cancelado por causa do trânsito, mas não estou infeliz. Na realidade, acho que se eu morasse sozinha, gostaria muito mais de ficar em casa.

Assim, estou aproveitando para retomar antigos hábitos, como escrever (esse é o porquê de eu ressucitar esse blog) e fotografar. Faz tempo que não pego uma máquina e saio por aí tirando fotos, acho que até perdi o jeito para a coisa, mas até aí eu desenferrujo.

Outro hábito que estou retomando é o de escutar música e baixar albuns. Estou baixando muitos e de qualquer banda que me interesse. A última aquisição foi um do Metric, que nem me agradou muito, porém um cd que eu gostei bastante foi o Brain Thrust Mastery, do We are Scientists. Muito bom, sério mesmo... qualquer dia eu escrevo algo mais sobre isso.

Claro que o fato de eu estar trabalhando em um lugar muito mais sossegado e com a carga horária muito menor está ajudando para que eu aproveite mais esses hobbys que eu havia esquecido. Trabalhar só quatro horas deixa tempo livre para que eu tenha uma vida, afinal de contas.

Enfim, ainda tenho uma madrugada de sexta feira pela frente e ainda pode sair muita coisa dessa cabeça. Espero que todos estejam aproveitando o início de mais um final de semana! :)

quinta-feira, 23 de julho de 2009

We found Fluffy!

Nick and Norah's Infinite Playlist me pegou de jeito. Juro que tentei começar esse post das mais diversas formas, mas essa frase foi a maneira mais adequada para eu resumir tudo, logo de uma vez.

Tá que o título em português não promete muita coisa (
Uma noite de música e amor ¬¬) e que não é nada muito 'cabeça' ou que provoque grandes reflexões em quem o assiste, mas não teve jeito, foi amor à primeira, segunda, terceira vista. E acredite, é um filminho besta, mas com as coisas certas para me conquistar, fazer o quê?


Como podemos presumir pelo título, tudo roda em volta de Nick, um músico que acabou de terminar com a namorada gatérrima e que é baixista (deslocado) de uma banda formada por gays, e Norah, uma fã fervorosa de música e garota de personalidade. Agora junte esses dois, mais três gays, uma jovem bêbada, uma ex-namorada linda e a banda do sonho de todos eles, temos então
Nick and Norah's Infinite Playlist.


Nick e Norah se conhecem depois de uma apresentação e partem à procura do show secreto da
banda Where is Fluffy?. Nada demais, eu admito, porém adoro filmes que contam a história de uma noite mirabolante enfeitada com boas músicas. É o tipo de coisa que sempre quis estar envolvida e que sempre gostei: noites longas e
cheias de boas histórias para contar.

Tudo embalado por músicas de indie rock, um filme que fala do amor pela música é demais para mim. Meu coração frágil não aguenta. Não mesmo. Além de sustentar todo aquele ar ensolarado presente em todos os meus filmes prediletos (mesmo a história toda passando em uma única noite).

Não sei se foi a música, não sei se foi o Michael Cera e toda a sua nerdice, mas esse é o meu tipo de filme, em todos os momentos... desde as piadas nonsense até aquela leveza de quem não quer se preocupar com as coisas, pelo menos por ora.
Tem gente que não vê nada demais (leia-se minha amiga Anita), mas não estou fazendo uma resenha, não estou avaliando, só estou me declarando apaixonada por um longa-metragem... simples assim.


Larilalá

Adoro música, mas sou uma musicista frustrada.
Não fui feita para tocá-la, nem para comentá-la, mas sim para apreciá-la.

Acho que tenho uma ligação nada saudável com música. Cada acorde que escuto eu ligo à algo da minha vida, tanto que tenho cds que definem perfeitamente certos momentos e nem sei o porquê. Quando volto a escutar tais músicas, a nostalgia toma conta de mim.

Mas você se engana se pensa que sou o tipo que guarda frases de impacto das músicas que escuto. Mentira. Sou mais o tipo que gosta de assobiá-la ou cantá-las mentalmente quando não se tem nada para fazer dentro do ônibus.

Hoje, porém, acho que foi o ápice da minha paixão. Consegui me apaixonar por uma música escutando apenas os seus 25 segundos iniciais. Na realidade, estou escutando-a até agora enquanto procuro insanamente o album que a contém para download.

Talvez eu não seja apaixonada, mas obcecada, quem sabe fissurada em música.

Tenho que parar com isso. Acho que vou começar a fumar. Sabe como é, desviar todo esse entusiasmo para algo mais... não-saudável e menos perturbador.

quarta-feira, 22 de julho de 2009

Sou fútil, meu amor.

Não vou mentir para vocês: sou fútil. Ou pelo menos gosto de fingir ser.
Assisto os programas bizarros da tv aberta, dou risada com Hannah Montana e nem ligo de escutar Lady GaGa só poder ser uma modinha passageira. Fazer o quê?

Se jogar em um balde de futilidades sempre fez bem pra pele. Fugir um pouco do mundo formado por intelectualóides é algo natural e que todos deveriam fazer. Preocupar-se, ou fingir se preocupar, cansa... e muito.

Ao meu ver, o problema de todos hoje não é fugir da realidade ou se ater demais a ela. O problema é o desequilibrio. Somos humanos, não precisamos simplesmente agarrar uma idéia, um conceito e seguir com ele por toda a nossa vida. Não precisamos decidir engajar-se a partir de agora e para sempre ou fugir de todas as idéias políticas como diabo foge da cruz. Podemos muito bem contrabalancear esses dois aspectos e ter uma vida muito mais calma.

Sim, existe muito marmanjo por aí pensando que a vida é abrir o porta-mala do carro e ouvir música alto. Mas também existe muita gente que pensa a situação em que se encontra e não se esquece de se divertir um pouco. E outras, mais radicais, que acham que todos deveriam postar a tag #forasarney no twitter para conseguir tirar o cara do cargo dele.

A sociedade cobra cada vez mais uma posição das pessoas, rotula e as faz seguir um certo caminho. Bobagem, devo dizer.

Não quero participar da manifestação do momento, não vou encher esse blog com todas as minhas reivindicações e gritos contra a última injustiça. Prefiro ser um pouco mais centrada e equilibrada na hora de expor algo, dizer algo. Claro, já fui 100% revolts (haha), mas percebi que aquilo só me tornava uma caricatura de alguém que pensava ter opinião.

Por essa razão prefiro debater, ter uma conversa civilizada dentro do seu momento e não numa mesa de bar, porque, peloamordedeus, ali a única discussão séria que pode ter espaço é a amorosa quando um amigo acabou de terminar o namoro. Nada mais.

De resto, vou assistindo tv, comendo brigadeiro e rindo da melhor amiga da Hannah Montana. Nem ligo se alguém acha que sou fútil ou idiota por fazer esse tipo de coisa. Eu sei do que gosto, do que dou risada e no que penso. E, pra falar a verdade, adoro tomar doses moderadas de futilidades no meu dia a dia e, logo depois, discutir George Orwell com os meus bests. ;)

De Ohio para California

Certos dias eu me pego pensando porque já não escrevo tanto. Por fazer jornalismo seria uma característica óbvia o gosto por escrever, mas há muito que não consigo exprimir muitas coisas em posts. Já mantive um blog por cerca de um ano, mas ali eu não escrevia nada demais, somente algumas reclamações adolescentes e as letras das músicas que eu mais gostava. Agora eu cresci e quero escrever coisas bonitas e impactantes, cheguei a andar com um bloquinho de notas na bolsa para anotar aquelas ideias que só tenho dentro do ônibus indo trabalhar, porém nada vingou na minha mente ou deu vazão às discussões. Quer dizer, discussões internas, porque as externas, com outras pessoas, eu as tenho de monte. Na realidade, eu sou uma pessoa muito mais falante do que "escrevante". Isso porque eu quero ser jornalista um dia.

Mas não foram tantas as coisas que mudaram desde Abril, minha última postagem. Eu estava em um estágio x, larguei e consegui o estágio y, no qual estou trabalhando atualmente. Minha vida continua a mesma, talvez com algumas pessoas a mais e outras a menos. Continuo sofrendo por antecipação e não confiando no meu próprio taco, mas mantenho o meu bom humor e um pouco de melancolia.
Nada demais, de fato. Mas me sinto renovada, talvez seja por isso que resolvi escrever às 4 da manhã de uma terça feira.

Não sei, eu deveria ter sempre valorizado o "sentir-se bem". Agora que estou em paz comigo mesma entendi o porquê de algumas pessoas abrirem mão de certas coisas para poderem crescer. Precisei tomar um decisão, erguer a cabeça e mantê-la até o final. E estou conseguindo. Estou orgulhosa de mim mesma, acho que isso fez eu acreditar na minha própria força de vontade e anda influenciando vários âmbitos da minha vida.

Outras coisas aconteceram antes, durante e depois disso, mas isso não vale ser descrito aqui. Por ser um blog pessoal e conter coisas mais íntimas, eu prefiro simplesmente deixar todos a par que estou muito melhor do que há muito eu não estava. Talvez crescer e levar um tapa na cara seja bom para a formação de uma pessoa. Porque vamos combinar, né? Eu sou apenas uma pimpolha aprendendo a ser gente e nem tenho vergonha disso.

Enfim, penso que finalmente comecei a curtir a faculdade e todo o mundo que ela abre a sua frente. Vejo tudo isso com olhos de crianças mas mantenho a pose. Afinal, ninguém quer ver uma marmanja que nem eu correndo por aí como se estivesse na Fantástica Fábrica de Chocolates.

terça-feira, 7 de abril de 2009

terça-feira, 24 de junho de 2008

Nostalgina

Ah, aqueles bons tempos do chocolate quente.

Todos temos uma época ótima para nos lembrar, aquela na qual os dias eram mais divertidos, os amigos mais unidos, as músicas mais animadas e uma aura purpurinada (se vocês me permitem dizer) envolvia tudo e a todos. Uma época gloriosa, posso dizer.
Mas na realidade, esta época não era tudo isso, o que a deixa tão especial é aquele sufoco no peito que todos têm: nostalgia.

Sinceramente, não gosto de ficar nostálgica. Deixa-me inquieta, com um sentimento de que há algo faltando, mas há momentos que a nostalgia nos pega de surpresa e nos desarma: você acaba por se entregar a ela.

De zona leste à smurf, e de volta à zona leste.

Em 2005, eu havia acabado de terminar o ensino fundamental e começava o tão esperado ensino médio. Na minha pequena mente de uma adolescente cheia de energia, imaginava que encontraria o namorado perfeito, teria amigos para sempre e me divertiria como nunca. Ledo engano.
O primeiro ano do ensino médio, para mim, foi a extensão da minha oitava série: três meninas fanforronas, em seu próprio mundo, lembrando dos bons momentos que haviam tido no ano anterior. O primeiro semestre devo dizer que foi o pior, quase todos os dias chorávamos com saudades de nossos amigos e de nosso antigo colégio. Terrivel. Mas, quando já não aguentava mais aquela situação, tomei coragem de desistir.

Isso mesmo.

Sem me importar com comentários diversos, desde aqueles que diziam que eu não havia aguentado o ritmo, que era estúpida demais para o lugar, até aqueles maldosos que insinuavam que eu não aguentara o fato de não ter mais toda a atenção voltada para mim.

Desisti do colégio mega difícil que eu havia entrado sob mérito próprio, o qual se eu mantivesse em meu currículo durante todo o meu ensino médio talvez conseguisse bons empregos em um piscar de olhos, mas decidi voltar atrás e voltar para aquele colégio que sempre fora como uma segunda casa para mim.

Hoje me sinto nostálgica ao lembrar dos meus seis meses em um colégio tão arborizado, no qual passávamos a tarde toda deitada na grama verde, mas sei que fiz a coisa certa ao voltar para aquele lugar que todos que eu amava estava.

Passei bons momentos em ambos os colégios, mas acho que não me divertiria tanto quanto naquele que eu sempre estive e no qual me formei. A classe não era tão unida, mas via no corpo docente e na administração uma extensão de tudo aquilo que eu tinha em casa, eu tinha a liberdade de abraçar a coordenadora e pegá-la no colo (já que esta era um cotoco ¬¬) , ou de até mesmo invadir a sala dela e começar a fofocar sobre os mais diversos assuntos. Era prazeroso passar a tarde naquele lugar.

E agora, José?

Mas os bons momentos do Ensino Médio passaram, e agora a minha vida mudou. Faço faculdade, tenho um emprego, milhares de trabalhos para fazer e novos amigos. As vezes a nostalgia me agarra despercebidamente, mas já não é algo de todo ruim, lembro de tudo o que fiz com um sorriso no rosto e não mais lamentando o que passou.
Os bons momentos do chocolate quente em uma viagem à Argentina se encontram em um bom lugar dentro do album de minha vida, mas nem por isso lamento o quão ruim é a minha vida agora.

Mudei, mudarei ainda mais, mas estou feliz por isso. Afinal, crescer nem é tão ruim assim.


Vídeos da Idade D'Ouro