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segunda-feira, 9 de janeiro de 2012

é bomba, é relógio.

Querido Harry,

Tem gente que conta carneirinhos para cair no sono, eu conto batidas de coração. Falando assim, parece piegas, mas foi intrigante quando percebi que, quando você me abraçava por trás antes de dormir, eu podia sentir as batidas de seu coração em minhas costas encostadas em seu peito. Costumo comparar com a sensação de segurar um passarinho: é delicado, palpitante, e vivo, muito vivo. O engraçado é que eu descobri isso me certificando que você não havia morrido durante o sono (você sabe que eu sou meio mórbida). Foi, no mínimo, divertido sentir vida em um momento que eu esperava a morte. E todas as vezes que sinto seu coração acariciando minhas costas eu fico feliz por você existir, mas fico triste por isto me lembrar que você é humano, feito de carne, sangue e ossos. Dependente de um órgão que o da galinha a gente come espetado em um espetinho. Um órgão que é uma bomba e é um relógio: que pulsa vida por seu corpo e que tiquetaqueia, em seus compassos, o tempo que você tem e que lhe resta. É duro se dar conta de nossa fragilidade.

Só queria compartilhar estes pensamentos que, todos os dias, me esmagam. E explicar porque eu te encho tanto para dar uma corridinha na esteira e/ou visitar o cardiologista. É seu coração que me acalma quando entro neste redemoinho de pensamentos e é no ritmo dele que eu tento entrar quando me deixo adormecer.

Boa noite.

quinta-feira, 10 de março de 2011

Uma playlist que cura (pelo menos a mim)

Esse vai ser um post menininha. Se você não quer saber de nada disso, vá direto ao link (mas já adianto que as músicas são meio menininha também).

A verdade é que tive alguns altos e baixos neste feriado. No friozinho, embaixo do edredom com o namorado, acabei exagerando na comida. Daí para se sentir gorda e feia foi um pulo. Teve aquele chororô, mas me recuperei. Pelo menos por enquanto hahahaha.

De qualquer forma, hoje, ouvindo a playlist do meu celular enquanto ia para faculdade, lembrei daquela sensação conhecida de se levar pela música. Quero dizer, mesmo eu não sendo musicista, a música sempre foi uma terapia para mim. Tanto que tem aquelas canções que, em certos momentos, só me trazem coisas boas e me fazem sentir renovada. Então, como eu sei que tem muita gente com chororôs diversos (namoro,trabalho, auto-estima, amigos), eu resolvi compartilhar a minha musicoterapia.

Mas, olha, já adianto que você tem que ouvir essa playlist livre de preconceitos. Se você é ROCK'N'ROLL ODEIO POP, então nem se dê o trabalho. Mas lamento por ti, porque são poucos os rockstars que tentam te botar para cima. Também não liguem por ter três canções na versão do Glee. É que são as que ouço e quis ser o mais fiel possível à playlist original.



Explicação:

Firework - Katy Perry
Acho que não preciso explicar o porquê dessa abrir a lista, certo? A letra dela é pura auto-ajuda e mimimi feminino.

Princesa - Ludov
Poucas músicas traduziram uma certa época de minha vida. Sempre tirei dessa música aquela ideia de que, se você está mal com algo exterior, então dê mais atenção a si mesma. Passe um tempo sozinha, vá ao cinema ou ao parque sem nenhuma companhia. Querendo ou não, essa é uma ótima terapia. Mas, por favor, EVITE ir a esses lugares aos domingos, quando eles estão cheios de casalzinhos.

Freedom 90' - George Michael
Aqui você dá a louca. Arranque a roupa (se quiser), dance sozinha na sala. É aqui que começa o combo de músicas para se cantar gritando.

Express Yourself - Madonna
Um pouco de Girl Power não faz mal a ninguém. Porque hoje em dia, com tanta mulher que adora falar que bebe cerveja e outras coisas "masculinas" só para impressionar os "caras", ser feliz com a própria feminilidade faz um bem.

Born This Way - Lady Gaga
Como a Gaga diz "Don't be a drag, be a queen". Não importa COMO você nasceu, você também pode ser a rainha do baile. Claro que coloquei essa depois de Express Yourself porque, sabe como é, a semelhança é escancarada, mas FODA-SE, eu curto.

Wannabe - Spice Girls
CHAMA AS AMIGAS, CHAMA O CACHORRO, abraça em alguém e grita IF WANNA BE MY LOVER.

Sing - My Chemical Romance (versão de Glee)
Pega o lencinho, GRITE com o refrão, SINTA o refrão, se quiser, pode até fazer mãozinha de Mariah Carey. Você vai se sentir mais leve, confie em mim (eu faço sempre isso no ônibus).

Valerie - Amy Winehouse (versão de Glee)
Outra para gritar o refrão. FAÇA-O, TÔ MANDANDO. E imitando cantora negona dos anos 50, de preferência.

Take on Me - A-ha
Este é o ápice das músicas com refrão gritável. Por favor, faça bonito. E dance a música. Pire nessa batidinha anos 80, que eu sei que você gosta.

Big Girls (You're a beatiful) - Mika
Nada como uma bicha louca libanesa dizendo que estes seus quilinhos a mais são um charme, né? Também acho, por isso essa é uma das minhas preferidas desta playlist.

Running Away - The Polyphonic Spree
Se você gosta de Arcade Fire e Beirut, mas não conhece Polyphonic Spree, em que mundo você vive, ein? Enfim, abra os bracinhos e rode até cair tonta no chão ouvindo essa música.

Dog Days Are Over - The Florence + The Machine (versão de Glee)
Música para você se acalmar, meditar um pouco. Agora é a hora de você pegar o seu kit de manicure e dar um jeito nas unhas, né? Se quiser arriscar, bata palmas ao ritmo da música (nunca consigo, sou torta demais para fazer ritmo em palmas).

Friday I'm in Love - The Cure
Se você não está nem um pouco melhor agora, então eu desisto de ti. Friday I'm in Love é só para te preparar para o fim da playlist e para o mundo real. Mas, se quiser, pode dar repeat e começar tudo de novo. Música nunca é demais.

domingo, 30 de janeiro de 2011

Porra, EMI DJEI

Toda vez que ouço Billie Jean, do MJ, imagino o seguinte diálogo:

- Porra, EMI DJEI, a Bili Din tá espalhando pa comunidade toda que cês tão juntos e que tu é pai do pirralho dela, o Reinaldinho. Tu sabe que o Mandiroba num deixa barato, heim. Ficae se metendo cos traficante.

- "Billie Jean is not my lover, she is just a girl who says I'm the one, and the kid is not my son"

quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

Nerds gostam de sofrer

Tenho a teoria de que os nerds gostam de sofrer. Não estou falando daqueles que se dizem nerds, mas os nerds de verdade. Os estranhos, que vivem conectado, que dizem respeitar as mulheres, que baba nas personagens femininas de anime. Todos, sem exceção, já tiveram uma paixão platônica ou quase isso. Eles começam a gostar de uma menina que representa tudo o que eles sempre imaginaram em suas noites solitárias. Eles as vêem como se fosse a deusa eterna, a mulher que define o conceito de perfeição. No entanto, eles ficam perdendo tanto tempo ali, embasbacados, que a menina saca que o cara está a idealizando, começa a perder o interesse e já não faz questão de respeitá-lo. Aí já viu, né? A menina pisa, o cara baba. Já vi muitos amigos nessa situação, perdendo anos de suas vidas por causa de uma garota que, na real, é como todas as outras. O melhor é que, depois de um bom tempo, eles acabam conseguindo outros relacionamentos. Comuns, mas mais saudáveis. E o que acontece? O nerd fica entediado. Ele não quer "apenas" uma garota legal. Ele quer aquela personagem de anime ou aquela garota que se veste de tal jeito. Ou seja, ele quer é sofrer em paixões platônicas eternas.

terça-feira, 2 de novembro de 2010

breve #22

"Haja hoje para tanto ontem". É a sabedoria das ruas, pichada em um muro na Consolação, de frente à magnitude da avenida Paulista. Haja presente para tanto passado, por favor.

segunda-feira, 9 de agosto de 2010

and she fights for her life...

Aquelas manhãs em que o sol brinca com o seu rosto sonolento. Que o ar, mesmo alegre, é friozinho daquele jeito fanfarrão, te chamando para brincar com a neve, com a grama molhada, com a terra gelada. O cabelo bagunçado, os olhos meio remelentos, o sorriso renovado. O dia perfeito. Os sonhos são sempre bons, mas são das manhãs que eu mais sinto saudade.

segunda-feira, 2 de agosto de 2010

Vagão. 23h.

O álcool lhe dera aquela zonzera na cabeça e lhe secara a boca. O trem balançava ao som da música que lhe enchia o cérebro zoneado. Os olhos, embaçados, estáticos, estavam muito além do que aquele vagão sujo. Era tudo tão torto, cheio de curvas brilhantes que lhe fazia perder a concentração. Se segurou no banco quando viu que, sem querer, tombara um pouco para o lado do moço que estava sentado ao seu lado. O barulho irritava mas aquela dormência nas articulações o fazia esquecer do som ultrajante. O álcool aspirava todos os pensamentos subjetivos e deixava somente os mais claros. Potencializava os sentimentos, lhe enchia os olhos de alegria e de tristeza, tudo ao mesmo tempo. Não se importava se as pessoas estavam olhando-o desconfiado. Era quinta-feira, os olhos injetados entregava a farra que tivera há pouco com alguns amigos. Amanhã, mais um dia cheio de obrigações. Mas, por enquanto, a zonzera o fazia esquecer que, mais uma vez, outra vez, estaria pegando o metrô no sentido contrário, ouvindo aquela mesma playlist. Gostava daquela sensação, mas ela a incomodava. Gostava de sentir as coisas como elas eram e ele sabia, apesar daquele teimosia típica de bêbado, que estava enxergando o mundo, naquele momento, diferente do que enxergava normalmente. Estava tudo mais simples, mais claro, mais vivo dentro de si. Estava feliz, apesar de algumas adversidades. Mas estava solitário, apesar do vagão cheio às 23h. Era a zonzera, era a vontade de chegar em casa e tirar a roupa do trabalho. Era a felicidade de ter passado bons momentos, era o frio dos lençóis amassados e do cinzeiro lotado. E ela não estaria lá para rir ou dar bronca por causa do seu bafo alcoolizado. Ela estava em outro lugar, além de seu toque. Além de sua bebedeira.

terça-feira, 29 de junho de 2010

breve #18

Muitos antes de refletirem os meus desejos, os meus sonhos refletem os meus medos

quarta-feira, 23 de junho de 2010

Apanhado

Vou escrever um diário endereçado ao futuro. Ele será a máquina do tempo que me ligará à posterioridade. Vou escrevê-lo para os meus netos, bisnetos. Sem desenho na capa, sem pauta, largarei a minha alma em palavras e rabiscos.

~*~

Desesperar-me um pouco diante da solidão não me faz mais fraca que ninguém, me faz humana do jeito mais livre que posso ser.

~*~

O corredor era longo demais para percorrer sozinho. Tinha saudades daquele tempo em que, sentar ali e rir, era um descanso pr'alma. Hoje está todo mundo ocupado demais para isso. Ela se sentiu sozinha diante daquelas paredes cinzentas.

~*~

Sinto ciúmes de seu passado, presente e futuro. Sinto ciúmes de todos os seus tempos verbais e de todas as suas flexões do verbo amar. Quem me dera que todas elas fossem para mim.

~*~

Pensar que o amor é a única coisa realmente boa que o ser humano tem a dar ao mundo faz com que eu me sinta egoísta por querer ser a única e querer ter um único.

~*~

Quero um desenho cheio de marcas, palavras, desenhos. Quero um caderno que ninguém possam ler a não ser eu. Quero tornar palpável a minh'alma em palavras.

~*~

Sardas são pontos de personalidade marcados em pele

~*~

Este mundo é carnal demais pra mim. Sou imaterial demais, sou pura incerteza. Talvez, de fato, eu não pertença a este mundo, eu não pertença a nada. Sinto-me só em minha diferença.

~*~

Quem me dera morrer de mojito. Mergulhar-me em rum, hortelã e soda. Sentir-me quente e fresca por dentro, naquela pista de dança vazia. Quem me dera poder ler a sua mente.

~*~

Sometimes I get nervous, when I see an open dor. Are we human or are we dancer?

~*~

Na ponta da pena estremece os corações dos tolos.

~*~

Receber elogios pecualiares era a sua especialidade. O primeiro foi de um professor de História da Arte, dissera que seu rosto parecia o de uma pintura renascentista. Depois, o dono de um sebo exclamou que seu rosto parecia ter saído de um quadro de Da Vinci. Por fim, o gótico lhe dissera que seus traços tinha tons vitorianos. No ônibus, por estes dias, lembrou, então, que, quando criança, um médium dissera que o seu espírito era antigo demais. Talvez, ela realmente não pertencesse àquela época.

~*~

Não entendia um mundo em que aquela mesma pessoa que se lamentava por passar o dia dos Namorados sozinha, nos outros dias do ano orgulhava-se do número de corações em que pisou.

quinta-feira, 11 de março de 2010

breve #16

As vezes, só consigo achar os meus pensamentos nas palavras de outros.

quarta-feira, 3 de março de 2010

breve #13

Não sei porque, mas
em meus sonhos
os balões são sempre amarelos
os choros, so-lu-ça-dos
os beijos são doces e
o (seu) toque, aveludado.

terça-feira, 23 de fevereiro de 2010

sobre o (monstro) relacionamento

relacionamento é uma parada sinistra. sua cara feia, ranzinza e seu temperamento irregular assusta a muitos, e a única forma de se 'proteger' é vestir a capa da racionalidade. mas isso deixa tudo tão sem graça, não? se já estamos emocionalmente vulneráveis ao nos entregar a este bicho, por que não nos deixamos levar pelo balão de gás que se instala no peito de todo apaixonado? por isso o primeiro amor é lindo. os pombinhos ainda não conhecem a cara verruguenta de um relacionamento: os sorrisos são radiantes, os olhos alegres, mas o monstrinho está ali por perto e, quando morde, seu veneno entranha, corrói, machuca, para sempre. por isso, em vez de vestir a armadura, nos resguardar, deveríamos nos fortalecer, criar anticorpos e correr descalço para o abraço 'mortal' de um relacionamento, viver um eterno 'primeiro amor'. mas acho que ainda não estamos preparado para isto. maldita humanidade.

breve #10

Intimidade são mãos que se fundem, sem precisar de razões ou justificativas...

E. G.

quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010

breve #9

sinto que nunca vou senti-lo meu...

terça-feira, 9 de fevereiro de 2010

breve #7

ás vezes o choro vem assim, acumulado, desesperado, soluçado. parece que abriram a torneirinha e tudo quer sair de uma vez só. calma, garotas, todas as dores terão sua vez...

Lembranças infantis

Era 2000. Eu ainda morava na Rua dos Ourives. Ourives que depois, no auge dos meus 11 anos, fui descobrir que eram os artesãos que mexiam com ouro. Aquilo foi uma grande descoberta para mim. Enfim, era a Rua dos Ourives, condominio Veneza. Morávamos no 14º andar. Uma altura razoável e dava para ver a Imigrantes ou a Anchieta, não me lembro muito bem. Também era perto do zoológico e do parque estadual. Eu morria de medo do parque porque foi lá que o maníaco do parque matou todas aquelas moças. Enfim, era a Rua dos Ourives, condominio Veneza, ano 2000. Eu, ainda com o uniforme do Visconde de Itaboraí, colégio onde fiz a quarta série. A camiseta era branca, com um grande V em vermelho. O shorts era cinza meio claro, com duas linhas ao lado: uma também vermelha e outra branca. Eu vivia com este uniforme, eu o adorava. Ele era tão diferente dos azuis convencionais. Enfim, eu estava em cima do sofá daquele apartamento minúsculo da Rua Ourives. Meu irmão, então com 17 anos, estava com um desodorante na mão. What I Got, do Sublime. Era isso o que cantávamos. As meias nos pés, outro desodorante na mão. Dividíamos os vocais. Éramos uma dupla muito boa: ele, garoto franzino, ombros ainda em formação, cabelo molhado e bagunçado, uma pinta de nascença no pescoço. Eu, cabelos loiros cacheados em uma muvuca total, barriguinha saliente e sem nenhuma malícia. Aquela sala era o nosso palco e a varanda, o nosso público. Cada verso, cada acorde era uma diversão a mais. O número musical era estupendo: tinha fogos de artifício, público gritando e todos os instrumentos em total harmonia. Era divertido imaginar tudo aquilo. E pensar que começara de forma tão boba, com o meu irmão fazendo alguma besteira para a irmã mais nova dar risada. Era assim. Apesar de ter convivido tão pouco tempo, aquele menino sempre fora o meu predileto. Todos os dias ele me levava e buscava na escolinha. Cada dia uma história diferente. Mas ás vezes ele sumia e um carro com luzes o trazia de volta. E a minha mãe... ah, a minha mãe gritava com ele, mas depois o abraçava. Um dia, porém, o carro com luzes veio sem ele e não o vi por pelo menos dois anos. Outro dia, então,ele foi me buscar na escola. Eu, de saia plissada, chorei quando o abracei. Mas daí foram mais três anos ausentes, mais quatro, por fim, foram oito anos. Quando ele voltou, encontrou a menina desgrenhada usando roupas pretas e maquiagem escura. De mãos dadas com um cara de 2 metros e passava noites fora. Eles não se conheciam mais. Mas se amavam, se amavam como irmãos que cresceram juntos e se cuidaram. Até que no dia, o mesmo que ela brincou que o carro que ele usara na noite anterior cheirava a sexo, ele não voltou mais. Ela não ouvia mais a risada dele e não via mais a manchinha no pescoço. Mas a Rua dos Ourives, o ano 2000 e What I Got do Sublime voltaram10 anos depois, quando eu estava indo para mais um dia de trabalho...

sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010

devagar, divagando...

'Talvez seja isso'
Sentada no banco de praça, vendo os transeuntes passar, ela pensava. Simples assim. Ela pensava como nunca tinha deixado de pensar. A garota, dos tênis surrados e dos fones de ouvido, sempre considerara que este era o seu maior defeito. Pensava tanto que ela acabava esquecendo do porquê de estar pensando. De perder tempo por estar pensando ela sentia que o mundo acontecia sem ela. Por ficar divagando, devagar, ela percebia que poderia estar sentindo muito mais do que estava. Talvez se ela desamarrasse aquela cordinha que a prendia ao chão..... 'Oh, não... perigoso demais.' Autopreservação. Outro de seus problemas. De pensar e de se autopreservar ela não experimentou o gosto da terra quando criança, não comera caquinha de nariz, não pulara do trepa-trepa. E de pensar e de se autopreservar ela acredita que nunca voltará a se apaixonar. 'Posso me esconder agora?', ela perguntou, por fim. O que ela não sabia é que já estava se escondendo há muito tempo. Aquela pulga atrás da orelha, aquela desconfiança excessiva nunca a deixara brincar de viver.

quinta-feira, 28 de janeiro de 2010

the life fucking hurts...

Andrew: Fuck, this hurts so much.

Sam: I know it hurts. That’s life. If nothing else, It’s life. It’s real, and sometimes it fuckin’ hurts, but it’s sort of all we have.

(Garden State)

De todos os quotes de filme que conheço, talvez este seja com o qual eu mais concordo. Garden State mexeu comigo. Não sei exatamente em que, mas algo em mim mudou. E não é nada ruim, é algo bom, realmente bom. Talvez, apesar de ter vontade de morrer um pouco e esquecer o mundo, vivê-lo também seja uma boa opção.

quarta-feira, 27 de janeiro de 2010

Patati, patacolá

Patas sabem andar, mas não como gente. Sabem voar, mas não como pássaros. Sabem nadar, mas não como peixes. Patas sabem fazer tudo, mas não são especializadas em nada. Servem de abrigo para os filhotes e alegram as crianças com o seu jeito desengonçado. Eu sou uma pata. Não sou notória/impressionante/graciosa em nada. Ando pelo mundo a passos incertos e sempre assustadiça. Conquisto os meus pela minha espontâneidade de rir dos meus próprios problemas e pelo meu jeito atrapalhado de levar a vida. Se você não gosta de patos, não sei o que está fazendo aqui.

Quack.