Querido Harry,
Tem gente que conta carneirinhos para cair no sono, eu conto batidas de coração. Falando assim, parece piegas, mas foi intrigante quando percebi que, quando você me abraçava por trás antes de dormir, eu podia sentir as batidas de seu coração em minhas costas encostadas em seu peito. Costumo comparar com a sensação de segurar um passarinho: é delicado, palpitante, e vivo, muito vivo. O engraçado é que eu descobri isso me certificando que você não havia morrido durante o sono (você sabe que eu sou meio mórbida). Foi, no mínimo, divertido sentir vida em um momento que eu esperava a morte. E todas as vezes que sinto seu coração acariciando minhas costas eu fico feliz por você existir, mas fico triste por isto me lembrar que você é humano, feito de carne, sangue e ossos. Dependente de um órgão que o da galinha a gente come espetado em um espetinho. Um órgão que é uma bomba e é um relógio: que pulsa vida por seu corpo e que tiquetaqueia, em seus compassos, o tempo que você tem e que lhe resta. É duro se dar conta de nossa fragilidade.
Só queria compartilhar estes pensamentos que, todos os dias, me esmagam. E explicar porque eu te encho tanto para dar uma corridinha na esteira e/ou visitar o cardiologista. É seu coração que me acalma quando entro neste redemoinho de pensamentos e é no ritmo dele que eu tento entrar quando me deixo adormecer.
Boa noite.
Mostrando postagens com marcador blog. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador blog. Mostrar todas as postagens
segunda-feira, 9 de janeiro de 2012
quarta-feira, 12 de janeiro de 2011
Nerds gostam de sofrer
Tenho a teoria de que os nerds gostam de sofrer. Não estou falando daqueles que se dizem nerds, mas os nerds de verdade. Os estranhos, que vivem conectado, que dizem respeitar as mulheres, que baba nas personagens femininas de anime. Todos, sem exceção, já tiveram uma paixão platônica ou quase isso. Eles começam a gostar de uma menina que representa tudo o que eles sempre imaginaram em suas noites solitárias. Eles as vêem como se fosse a deusa eterna, a mulher que define o conceito de perfeição. No entanto, eles ficam perdendo tanto tempo ali, embasbacados, que a menina saca que o cara está a idealizando, começa a perder o interesse e já não faz questão de respeitá-lo. Aí já viu, né? A menina pisa, o cara baba. Já vi muitos amigos nessa situação, perdendo anos de suas vidas por causa de uma garota que, na real, é como todas as outras. O melhor é que, depois de um bom tempo, eles acabam conseguindo outros relacionamentos. Comuns, mas mais saudáveis. E o que acontece? O nerd fica entediado. Ele não quer "apenas" uma garota legal. Ele quer aquela personagem de anime ou aquela garota que se veste de tal jeito. Ou seja, ele quer é sofrer em paixões platônicas eternas.
Marcadores:
amizade,
blog,
off,
pensamentos,
vida real
terça-feira, 3 de agosto de 2010
terça-feira, 9 de fevereiro de 2010
breve #7
ás vezes o choro vem assim, acumulado, desesperado, soluçado. parece que abriram a torneirinha e tudo quer sair de uma vez só. calma, garotas, todas as dores terão sua vez...
Marcadores:
blog,
desabafo,
drops,
pensamentos
Lembranças infantis
Era 2000. Eu ainda morava na Rua dos Ourives. Ourives que depois, no auge dos meus 11 anos, fui descobrir que eram os artesãos que mexiam com ouro. Aquilo foi uma grande descoberta para mim. Enfim, era a Rua dos Ourives, condominio Veneza. Morávamos no 14º andar. Uma altura razoável e dava para ver a Imigrantes ou a Anchieta, não me lembro muito bem. Também era perto do zoológico e do parque estadual. Eu morria de medo do parque porque foi lá que o maníaco do parque matou todas aquelas moças. Enfim, era a Rua dos Ourives, condominio Veneza, ano 2000. Eu, ainda com o uniforme do Visconde de Itaboraí, colégio onde fiz a quarta série. A camiseta era branca, com um grande V em vermelho. O shorts era cinza meio claro, com duas linhas ao lado: uma também vermelha e outra branca. Eu vivia com este uniforme, eu o adorava. Ele era tão diferente dos azuis convencionais. Enfim, eu estava em cima do sofá daquele apartamento minúsculo da Rua Ourives. Meu irmão, então com 17 anos, estava com um desodorante na mão. What I Got, do Sublime. Era isso o que cantávamos. As meias nos pés, outro desodorante na mão. Dividíamos os vocais. Éramos uma dupla muito boa: ele, garoto franzino, ombros ainda em formação, cabelo molhado e bagunçado, uma pinta de nascença no pescoço. Eu, cabelos loiros cacheados em uma muvuca total, barriguinha saliente e sem nenhuma malícia. Aquela sala era o nosso palco e a varanda, o nosso público. Cada verso, cada acorde era uma diversão a mais. O número musical era estupendo: tinha fogos de artifício, público gritando e todos os instrumentos em total harmonia. Era divertido imaginar tudo aquilo. E pensar que começara de forma tão boba, com o meu irmão fazendo alguma besteira para a irmã mais nova dar risada. Era assim. Apesar de ter convivido tão pouco tempo, aquele menino sempre fora o meu predileto. Todos os dias ele me levava e buscava na escolinha. Cada dia uma história diferente. Mas ás vezes ele sumia e um carro com luzes o trazia de volta. E a minha mãe... ah, a minha mãe gritava com ele, mas depois o abraçava. Um dia, porém, o carro com luzes veio sem ele e não o vi por pelo menos dois anos. Outro dia, então,ele foi me buscar na escola. Eu, de saia plissada, chorei quando o abracei. Mas daí foram mais três anos ausentes, mais quatro, por fim, foram oito anos. Quando ele voltou, encontrou a menina desgrenhada usando roupas pretas e maquiagem escura. De mãos dadas com um cara de 2 metros e passava noites fora. Eles não se conheciam mais. Mas se amavam, se amavam como irmãos que cresceram juntos e se cuidaram. Até que no dia, o mesmo que ela brincou que o carro que ele usara na noite anterior cheirava a sexo, ele não voltou mais. Ela não ouvia mais a risada dele e não via mais a manchinha no pescoço. Mas a Rua dos Ourives, o ano 2000 e What I Got do Sublime voltaram10 anos depois, quando eu estava indo para mais um dia de trabalho...
Marcadores:
blog,
música,
nostalgia,
pensamentos,
pessoas
domingo, 13 de dezembro de 2009
Ando me expondo demais. Esse blog está sendo visitado demais para eu continuar a escrever tudo o que eu gostaria de escrever. Mas, ultimamente, escrever está sendo uma ótima válvula de escape. Gosto de escrever, mas não gosto que leiam o que escrevo. Porém, pior que tudo isso, é que eu preciso que leiam, preciso que tentem entender como me sinto. E não é só nas coisas ruins, mas nas boas também... naqueles textos com gosto de saudades ou em outros com o nuance salgado de lágrimas. Cansei de me fechar numa conchinha. Ela estava lotada demais e já me faltava o ar. Só tenho medo de me podar exatamente por eu saber que pessoas que conheço andam lendo esse blog. Anônimos, amigos e mixuruqueiros. Todos vocês, obrigada por tentar entender essa mente que sempre foi, mas anda ainda mais confusa. Juro que tudo está voltando a seu lugar.
sábado, 25 de julho de 2009
Só enchendo linguiça...
Mais uma sexta feira em casa e aproveitei para muder o layout daqui, mas esse blog ainda não está do jeito que eu quero. Esses grandes olhos me atormentam me vendo daí de cima, mas enfim, vai ficar assim enquanto não tenho uma idéia melhor.
Não ligo de todo mundo estar na rua e eu aqui deitava, com o notebook no colo e uma panela de brigadeiro ao meu lado. Está chovendo bastante e o unico programa que eu tinha para hoje acabou sendo cancelado por causa do trânsito, mas não estou infeliz. Na realidade, acho que se eu morasse sozinha, gostaria muito mais de ficar em casa.
Assim, estou aproveitando para retomar antigos hábitos, como escrever (esse é o porquê de eu ressucitar esse blog) e fotografar. Faz tempo que não pego uma máquina e saio por aí tirando fotos, acho que até perdi o jeito para a coisa, mas até aí eu desenferrujo.
Outro hábito que estou retomando é o de escutar música e baixar albuns. Estou baixando muitos e de qualquer banda que me interesse. A última aquisição foi um do Metric, que nem me agradou muito, porém um cd que eu gostei bastante foi o Brain Thrust Mastery, do We are Scientists. Muito bom, sério mesmo... qualquer dia eu escrevo algo mais sobre isso.
Claro que o fato de eu estar trabalhando em um lugar muito mais sossegado e com a carga horária muito menor está ajudando para que eu aproveite mais esses hobbys que eu havia esquecido. Trabalhar só quatro horas deixa tempo livre para que eu tenha uma vida, afinal de contas.
Enfim, ainda tenho uma madrugada de sexta feira pela frente e ainda pode sair muita coisa dessa cabeça. Espero que todos estejam aproveitando o início de mais um final de semana! :)
Não ligo de todo mundo estar na rua e eu aqui deitava, com o notebook no colo e uma panela de brigadeiro ao meu lado. Está chovendo bastante e o unico programa que eu tinha para hoje acabou sendo cancelado por causa do trânsito, mas não estou infeliz. Na realidade, acho que se eu morasse sozinha, gostaria muito mais de ficar em casa.
Assim, estou aproveitando para retomar antigos hábitos, como escrever (esse é o porquê de eu ressucitar esse blog) e fotografar. Faz tempo que não pego uma máquina e saio por aí tirando fotos, acho que até perdi o jeito para a coisa, mas até aí eu desenferrujo.
Outro hábito que estou retomando é o de escutar música e baixar albuns. Estou baixando muitos e de qualquer banda que me interesse. A última aquisição foi um do Metric, que nem me agradou muito, porém um cd que eu gostei bastante foi o Brain Thrust Mastery, do We are Scientists. Muito bom, sério mesmo... qualquer dia eu escrevo algo mais sobre isso.
Claro que o fato de eu estar trabalhando em um lugar muito mais sossegado e com a carga horária muito menor está ajudando para que eu aproveite mais esses hobbys que eu havia esquecido. Trabalhar só quatro horas deixa tempo livre para que eu tenha uma vida, afinal de contas.
Enfim, ainda tenho uma madrugada de sexta feira pela frente e ainda pode sair muita coisa dessa cabeça. Espero que todos estejam aproveitando o início de mais um final de semana! :)
Marcadores:
blog,
escrever,
fotografia,
madrugada,
música,
sexta feira
Assinar:
Postagens (Atom)
