domingo, 13 de dezembro de 2009

breve #4

Ela era uma boba por valorizar as pequenas coisas, os pequenos atos, os pequenos feitos.
Ando me expondo demais. Esse blog está sendo visitado demais para eu continuar a escrever tudo o que eu gostaria de escrever. Mas, ultimamente, escrever está sendo uma ótima válvula de escape. Gosto de escrever, mas não gosto que leiam o que escrevo. Porém, pior que tudo isso, é que eu preciso que leiam, preciso que tentem entender como me sinto. E não é só nas coisas ruins, mas nas boas também... naqueles textos com gosto de saudades ou em outros com o nuance salgado de lágrimas. Cansei de me fechar numa conchinha. Ela estava lotada demais e já me faltava o ar. Só tenho medo de me podar exatamente por eu saber que pessoas que conheço andam lendo esse blog. Anônimos, amigos e mixuruqueiros. Todos vocês, obrigada por tentar entender essa mente que sempre foi, mas anda ainda mais confusa. Juro que tudo está voltando a seu lugar.

sexta-feira, 11 de dezembro de 2009

como uma novela do Maneco...

Vontade de dar risada. De comer calda de chocolate quente. De rolar no chão com o meu cachorro. De cantar a minha música predileta a plenos pulmões. De assistir meu filme preferido e saber todas as falas. De ter uma noite digna de filme da Sessão da Tarde. Vontade de escutar aquele tom de voz e sentir um arrepio na espinha. De chorar até perder as forças e depois dar risada de puro nervoso. De ter planos para o fim de semana. De dançar sozinha dentro do quarto. Saudade de criar meus próprios personagens. De rir até perder o fôlego com piadas bestas. De sentir o sol da tarde na pele. De tomar banho de chuva em um dia quente. De sentir o cheiro de comida recém-feita. De tomar coca cola com rosquinhas de côco. De sentir um cheiro e só lembrar de coisas boas. De uma nova história a cada segunda feira.

Vontade/saudade de viver a vida lá fora, na avenida Paulista, na rua Augusta ou em um carro cheio de gente.

segunda-feira, 7 de dezembro de 2009

I feel so...

No mp3, tocava a mesma música no repeat, aquela mesma música que ela escutara tantas vezes na adolescência. No peito, um nó. Sem o que, sem porquê. Um nó que teimava não desatar.

Sometimes
I wish I was brave
I wish I was stronger
I wish I could feel no pain
I wish I was young
I wish I was shy
I wish I was honest
I wish I was you not I

Enquanto andava pela avenida pouco movimentada, a água lhe molhava a calça e o tênis branco. A chuva caía sobre sua cabeça e lhe encharcava o cabelo. Os fios, colados ao rosto, emoldurava seu rosto impassivo. Mas ela não ligava, chorava na chuva, enquanto fazia questão de pular em cada poça de água, esperando que a natureza engolisse suas lágrimas.

'Cause
I feel so mad
I feel so angry
I feel so callous
So lost, confused, again
I feel so cheap
So used, unfaithful

Sua respiração ofegante parecia casar perfeitamente com o som da música que lhe enchia os ouvidos. O rosto pálido e sem maquiagem, agora cheio de água doce e salgada, era iluminado pela luz vermelha do semáforo. Enquanto esperava atravessar a rua, só conseguia pensar que tinha que parar de agir como se sua vida fosse um maldito videoclipe.

Let's start over

i feel so - boxcar racer

...

A saudade lembra
Quando águas mansas
Eu regava meu matinho, meu girassol
De
lembranças tantas
Lembro do teu olhar
Sob a luz de pirilampos
Que voavam pelos campos
Entre matos e barrancos ao luar

circuladô de fulô - águas mansas

só porque era a música que mais me lembra ele...

domingo, 6 de dezembro de 2009

Não leia

Ela fez uma burrada. Abriu um antigo arquivo de word repleto de palavras doces. Palavras essas que ela já não via muito sentido e que agora só lhe fazia mal. Logo ela, que sempre fora uma espectadora de sua própria vida, estava agora vivendo um dramalhão mexicano. O pior, é que ela sabe que pode sair dessa e que deveria fazê-lo, mas suas pernas não tem força, lhe falta fôlego e uma mão para lhe empurrar. Engraçado como as coisas podem ir da água pro vinho, aquilo que lhe fazia imensamente feliz, agora a derrubava sem ela nem saber porquê. Não foi muito, não foram tantas histórias, mas ela não conseguia se desvencilhar de um emaranhado de lembranças e sentimentos. Talvez, se existisse alguém que a pudesse ajudar assim como ela tentou ajudar, as coisas poderiam ser mais fáceis. Aquele ninho que a acolhia tão bem, agora a prendia sob garras afiadas. Aquelas sensações que lhe faziam sorrir, agora a faziam sentir como a pior criatura do mundo. E ele riu quando ela disse que tinha baixa auto estima. Se ela fosse segura de si, deixaria de se apoiar em alguém que, ao mesmo tempo lhe fazia bem, tinha a estranha necessidade de lhe machucar. E daquelas formigas que costumavam andar em seu coração, só sobrou o veneno.

quinta-feira, 3 de dezembro de 2009

diálogos de msn #2

K. diz:
*poutz
K. diz:
*sofri uma cena terrivel agora
K. diz:
*eu ficava apertando a letra
K. diz:
*e ao invés do enter
K. diz:
*apagava
K. diz:
*ai apertava a letra
- natália (C) diz:
*HAHAHAHAAHHAHAHHAHAHAHAH
K. diz:
* e apagava
- natália (C) diz:
*HAHHAHAHAHAHHAHAHAHHAHHHAHAHAHHAHA
K. diz:
*parece mosca no vidro, saca
- natália (C) diz:
*HAHAHHHAHAHAHAHAHAAHAHAHAHAHAHAHA
- natália (C) diz:
*HAHAHAHAHHAHHA
K. diz:
*terrivel
K. diz:
*e n tava entendendo o q acontecia
K. diz:
*fiquei no autoático
K. diz:
*letra, apaga, letra, apaga