terça-feira, 4 de janeiro de 2011

Conversa de Elevador


Terça-feira. 23h30. No elevador, rumo ao 14º andar.

Mãe: Enquanto esperava vocês, eu vi o guardinha subindo até o 14º andar e não voltou mais. Deve estar lá dormindo.

Vizinha: Hehehe. Boa noite. *sai do elevador*

Pai: Você não deveria ter falado isso na frente da vizinha, agora ela vai fazer uma puta fofoca em seu nome.

Mãe: Não ligo. Ela não paga as minhas contas.

Filho: De quem vocês estão falando? Da 'Peruquenta'?

Nora: Quem é a 'Peruquenta'?

Filho: A moça que saiu do elevador no 1º andar. Ela usa peruca e tudo mais. Você não ouviu a voz dela? *cara de sarcasmo*

Nora: Não. Por que? Ela é homem?

Filho: Não, é CÂNCER.


quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

Eu e Jane Austen

Tenho uma relação um tanto engraçada com Jane Austen. Escrevo isso depois de assistir, pela quinta vez, a adaptação cinematográfica de Orgulho e Preonceito, livro que li, também, por cinco vezes. Eu o li, pela primeira vez, quando estava no Ensino Médio. Eu devorei toda a bibliografia da escritora, porém, o meu preferido continua sendo a história da família Bennet. Se você me perguntar sobre o enredo, direi que não é nada que você já não tenha visto em comédias românticas por aí. No entanto, esta obra tem três elementos cruciais que faz eu me apaixonar por ela e que decidi elencar aqui:

Keira Knightley como Elizabeth Bennet, no filme Orgulho e Preconceito (2005)


1 - Elizabeth Bennet
Apesar de viver no século XVII, a segunda filha da família Bennet não é nada desmiolada. Ela é inteligente, tem suas próprias opiniões, sabe que não é tão bonita quanto a sua irmã mais velha, Jane, mas, mesmo assim, é tão atraente quanto. E, diferentemente do que muitas mocinhas por aí, ela tem defeitos: é um tanto preconceituosa (no sentido de sempre acreditar apenas nas primeiras impressões) e só perdoa qualquer ofensa a muito custo. Só pelo fato de não ser perfeita, Lizzie ganhou de todas as heroínas.

2 - Os diálogos
Como era comum na época, as pessoas usavam palavras bastante polidas e construções mais elaboradas. Nem por isso, o sarcasmo e a ofensa ficava de lado. O mais legal de Orgulho e Preconceito é, a cada vez que você o lê, você descobre mais uma frase irônica ou ofensiva escondida por trás de palavras tão bonitas.

Carey Mulligan (à esquerda) e Jena Malone como Kitty e Lydia

3 - O ridículo
Você sente vergonha. Muita vergonha das irmãs mais novas de Elizabeth. Você quer trucidá-las, chacoalhá-las até elas perceberem o quão retardadas são. E, o melhor, se você realmente fizesse isso, elas nem ligariam, pois elas estão crentes que estão fazendo o que há de mais normal. Elas não estão nem aí para você. E isso te irrita o tempo todo. Uma curiosidade é que Carey Mulligan, atriz que ganhou destaque após ser indicada ao Oscar de melhor atriz por Educação, estreou no cinema como a Kitty, uma das irmãs desmioladas.

Eu poderia citar, também, o Mr. Darcy. No entanto, como alguns críticos dizem por aí, o personagem é um tanto plano em comparação com a protagonista, Elizabeth. Mas, se quiser saber, mais ou menos, como ele realmente é, tome como parâmetro o Mr. Darcy de O Diário de Bridget Jones, livro um tanto bobo que tem referências muito claras à história de Jane Austen. Outra obra mais recente que é inspirada em histórias da autora é As Patricinhas de Beverly Hills, filme baseado no livro Emma, de 1815.

terça-feira, 2 de novembro de 2010

breve #22

"Haja hoje para tanto ontem". É a sabedoria das ruas, pichada em um muro na Consolação, de frente à magnitude da avenida Paulista. Haja presente para tanto passado, por favor.

terça-feira, 17 de agosto de 2010

segunda-feira, 16 de agosto de 2010

entre copos

No happy hour de uma quinta-feira.

Risadas

x:...que nem em Friends, quando um faz xixi na perna do outro para curar queimadura de água-viva.

y: Pode crer! (risos)

x: O melhor é o povo que faz xixi em si mesmo para tentar se esquentar, quando está muito frio (risos)

y: Ah, mas isso é mó mentira, depois do quentinho tudo fica gelado!

x: Né, meu? Mó porcaria isso.

Silêncio.

x: Quem vê acha que a gente já fez xixi na própria perna para tentar se esquentar, hehehe.

y: Quem vê pensa, né? Que isso! hehehe. (Olha para o lado)

Constrangimento e fim.

sábado, 14 de agosto de 2010

good memories

O sol estava morno. A multidão, em frente ao palco, sorria enquanto a música tocava. Não ensurcedora, mas tocando o coração. As batidas, muito bem programadas, faziam balançar o corpo. Nada de tumulto, apenas amigos, cervejas para o alto, óculos de sol e sorrisos. Uma tarde de setembro, ao som de Fujiya & Miyagi, e tudo parecia certo. Estava tudo me seu lugar e éramos todos jovens numa tarde de sábado. Depois do festival, uma festa na casa de alguém, Augusta acompanhada por um mendigo, dono de um filhote vira-lata que, brincando, rasgara a minha meia-calça. O tipo de coisa que apenas eu lembro, que os meus amigos, que estavam comigo naquele dia, nem devem dar conta de tantas coisas boas e pequenas me proporcionaram. A alegria de um sábado à tarde, em um festival de música, no Parque Ibirapuera. Um festival que, por ter sido de graça, quase ninguém mais lembra dele. E hoje, eu vejo uma foto em um álbum do orkut, e sorrio. Foi naquele dia que, mesmo eu estando no início do fim de uma fase, tudo parecia estar do jeito que eu sempre quis. Boa música, boa companhia e sol da tarde. Tive tudo, por um dia.

Para ler escutando:


quarta-feira, 11 de agosto de 2010