Mostrando postagens com marcador vontades. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador vontades. Mostrar todas as postagens

quinta-feira, 10 de março de 2011

Uma playlist que cura (pelo menos a mim)

Esse vai ser um post menininha. Se você não quer saber de nada disso, vá direto ao link (mas já adianto que as músicas são meio menininha também).

A verdade é que tive alguns altos e baixos neste feriado. No friozinho, embaixo do edredom com o namorado, acabei exagerando na comida. Daí para se sentir gorda e feia foi um pulo. Teve aquele chororô, mas me recuperei. Pelo menos por enquanto hahahaha.

De qualquer forma, hoje, ouvindo a playlist do meu celular enquanto ia para faculdade, lembrei daquela sensação conhecida de se levar pela música. Quero dizer, mesmo eu não sendo musicista, a música sempre foi uma terapia para mim. Tanto que tem aquelas canções que, em certos momentos, só me trazem coisas boas e me fazem sentir renovada. Então, como eu sei que tem muita gente com chororôs diversos (namoro,trabalho, auto-estima, amigos), eu resolvi compartilhar a minha musicoterapia.

Mas, olha, já adianto que você tem que ouvir essa playlist livre de preconceitos. Se você é ROCK'N'ROLL ODEIO POP, então nem se dê o trabalho. Mas lamento por ti, porque são poucos os rockstars que tentam te botar para cima. Também não liguem por ter três canções na versão do Glee. É que são as que ouço e quis ser o mais fiel possível à playlist original.



Explicação:

Firework - Katy Perry
Acho que não preciso explicar o porquê dessa abrir a lista, certo? A letra dela é pura auto-ajuda e mimimi feminino.

Princesa - Ludov
Poucas músicas traduziram uma certa época de minha vida. Sempre tirei dessa música aquela ideia de que, se você está mal com algo exterior, então dê mais atenção a si mesma. Passe um tempo sozinha, vá ao cinema ou ao parque sem nenhuma companhia. Querendo ou não, essa é uma ótima terapia. Mas, por favor, EVITE ir a esses lugares aos domingos, quando eles estão cheios de casalzinhos.

Freedom 90' - George Michael
Aqui você dá a louca. Arranque a roupa (se quiser), dance sozinha na sala. É aqui que começa o combo de músicas para se cantar gritando.

Express Yourself - Madonna
Um pouco de Girl Power não faz mal a ninguém. Porque hoje em dia, com tanta mulher que adora falar que bebe cerveja e outras coisas "masculinas" só para impressionar os "caras", ser feliz com a própria feminilidade faz um bem.

Born This Way - Lady Gaga
Como a Gaga diz "Don't be a drag, be a queen". Não importa COMO você nasceu, você também pode ser a rainha do baile. Claro que coloquei essa depois de Express Yourself porque, sabe como é, a semelhança é escancarada, mas FODA-SE, eu curto.

Wannabe - Spice Girls
CHAMA AS AMIGAS, CHAMA O CACHORRO, abraça em alguém e grita IF WANNA BE MY LOVER.

Sing - My Chemical Romance (versão de Glee)
Pega o lencinho, GRITE com o refrão, SINTA o refrão, se quiser, pode até fazer mãozinha de Mariah Carey. Você vai se sentir mais leve, confie em mim (eu faço sempre isso no ônibus).

Valerie - Amy Winehouse (versão de Glee)
Outra para gritar o refrão. FAÇA-O, TÔ MANDANDO. E imitando cantora negona dos anos 50, de preferência.

Take on Me - A-ha
Este é o ápice das músicas com refrão gritável. Por favor, faça bonito. E dance a música. Pire nessa batidinha anos 80, que eu sei que você gosta.

Big Girls (You're a beatiful) - Mika
Nada como uma bicha louca libanesa dizendo que estes seus quilinhos a mais são um charme, né? Também acho, por isso essa é uma das minhas preferidas desta playlist.

Running Away - The Polyphonic Spree
Se você gosta de Arcade Fire e Beirut, mas não conhece Polyphonic Spree, em que mundo você vive, ein? Enfim, abra os bracinhos e rode até cair tonta no chão ouvindo essa música.

Dog Days Are Over - The Florence + The Machine (versão de Glee)
Música para você se acalmar, meditar um pouco. Agora é a hora de você pegar o seu kit de manicure e dar um jeito nas unhas, né? Se quiser arriscar, bata palmas ao ritmo da música (nunca consigo, sou torta demais para fazer ritmo em palmas).

Friday I'm in Love - The Cure
Se você não está nem um pouco melhor agora, então eu desisto de ti. Friday I'm in Love é só para te preparar para o fim da playlist e para o mundo real. Mas, se quiser, pode dar repeat e começar tudo de novo. Música nunca é demais.

quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

Eu e Jane Austen

Tenho uma relação um tanto engraçada com Jane Austen. Escrevo isso depois de assistir, pela quinta vez, a adaptação cinematográfica de Orgulho e Preonceito, livro que li, também, por cinco vezes. Eu o li, pela primeira vez, quando estava no Ensino Médio. Eu devorei toda a bibliografia da escritora, porém, o meu preferido continua sendo a história da família Bennet. Se você me perguntar sobre o enredo, direi que não é nada que você já não tenha visto em comédias românticas por aí. No entanto, esta obra tem três elementos cruciais que faz eu me apaixonar por ela e que decidi elencar aqui:

Keira Knightley como Elizabeth Bennet, no filme Orgulho e Preconceito (2005)


1 - Elizabeth Bennet
Apesar de viver no século XVII, a segunda filha da família Bennet não é nada desmiolada. Ela é inteligente, tem suas próprias opiniões, sabe que não é tão bonita quanto a sua irmã mais velha, Jane, mas, mesmo assim, é tão atraente quanto. E, diferentemente do que muitas mocinhas por aí, ela tem defeitos: é um tanto preconceituosa (no sentido de sempre acreditar apenas nas primeiras impressões) e só perdoa qualquer ofensa a muito custo. Só pelo fato de não ser perfeita, Lizzie ganhou de todas as heroínas.

2 - Os diálogos
Como era comum na época, as pessoas usavam palavras bastante polidas e construções mais elaboradas. Nem por isso, o sarcasmo e a ofensa ficava de lado. O mais legal de Orgulho e Preconceito é, a cada vez que você o lê, você descobre mais uma frase irônica ou ofensiva escondida por trás de palavras tão bonitas.

Carey Mulligan (à esquerda) e Jena Malone como Kitty e Lydia

3 - O ridículo
Você sente vergonha. Muita vergonha das irmãs mais novas de Elizabeth. Você quer trucidá-las, chacoalhá-las até elas perceberem o quão retardadas são. E, o melhor, se você realmente fizesse isso, elas nem ligariam, pois elas estão crentes que estão fazendo o que há de mais normal. Elas não estão nem aí para você. E isso te irrita o tempo todo. Uma curiosidade é que Carey Mulligan, atriz que ganhou destaque após ser indicada ao Oscar de melhor atriz por Educação, estreou no cinema como a Kitty, uma das irmãs desmioladas.

Eu poderia citar, também, o Mr. Darcy. No entanto, como alguns críticos dizem por aí, o personagem é um tanto plano em comparação com a protagonista, Elizabeth. Mas, se quiser saber, mais ou menos, como ele realmente é, tome como parâmetro o Mr. Darcy de O Diário de Bridget Jones, livro um tanto bobo que tem referências muito claras à história de Jane Austen. Outra obra mais recente que é inspirada em histórias da autora é As Patricinhas de Beverly Hills, filme baseado no livro Emma, de 1815.

terça-feira, 17 de agosto de 2010

terça-feira, 27 de abril de 2010

:)

Mexi na minha gavetinha de lembranças. Tirei, delicadamente, a foto com o cachorro São Bernardo de cima das outras coisinhas e a desdobrei. Estava amassada, mas não deixava de ser linda com os rostos sorridentes dos jovens agasalhados. No canto, estavam as três caixinhas de veludo: a verde, a vermelha e a azul, com o anel esquecido. Em meio aos papéis, desenhos de um tempo em que era divertido desenhar, uma flor ressecada pelo tempo mas ainda cheirosa e três envelopes de carta. Duas delas, eu lembrava que existia. Mas uma delas, no envelope mais bonito, eu tinha esquecido a existência. Aquela tinha sido a primeira carta do começo dA AMIZADE e e terminava com um doce "churumela xD". Voltei a 2006, era bonito, cheio de conversas madrugais e a máxima soulmates never die. Verdade ou não, aquele foi um ano lindo, de pessoas importantes, de primeiras vezes e repleto de sentimentos. Devolvi as cartas aos seus lugares originais. As guardei junto com um sorriso nostálgico.

quinta-feira, 28 de janeiro de 2010

where the wild things are

Estou completamente apaixonada. Pelo Max vestido de lobo, pelo devorador Carol e por todos os outros monstrengos que só ficam cada vez mais doces enquanto Where The Wild Things Are passa na tela do cinema. Quero todos eles pra mim, até mesmo o Buffalo com cara de bravo. Eu os apertaria, morderia, dormiria amontoada e seríamos felizes para sempre, para sempre. Um dia eu encontro esse menino-capeta vestido de lobo e pergunto qual é o caminho para a ilha dessas coisas mordíveis. Quero também ser regente de um lugar só meu, para onde poderei fugir quando eu acabar mordendo alguém que amo muito.

Estou tão apaixonada que poderia devorá-los.

quinta-feira, 7 de janeiro de 2010

lapso noturno


Ás vezes eu sinto um comichão que vai do centro do meu peito para as pontas dos dedos das minhas mãos e pés. É uma vontade louca de colocar o pouco da minha vida dentro de uma mochila e sair por aí. Pegar um ônibus para lugar nenhum, sentar onde nunca imaginei que sentaria e conversar com pessoas que não conheceria em outra situação.
Tenho vontade de juntar os meus amigos para andarmos pela noite sem qualquer rumo. Encontrar em cada casa, cada poste um motivo para risadas e um pouco de diversão. E no meio dessas risadas sentir a mão de alguém segurar a minha e então trocarmos o melhor dos sorrisos.
Dentro de mim se encontra a insatisfação de estar parada. A insaciedade de estar sozinha.
Quero abraçar o mundo mas os meus braços não são grandes o bastante. E sou covarde para entregar o meu coração a ele.

segunda-feira, 4 de janeiro de 2010

ano novo, novo ano

2009 foi um ano de muitas reviravoltas. Algumas boas, outras nem tanto. E de tantas reviravoltas eu acabei me cansando e perdendo os sentidos, perdendo o rumo. Por isso, a minha principal "resolução" para 2010 é conseguir acertar a agulhinha da minha bússola, descobrir quais são os meus reais objetivos e respirar fundo para um recomeço. Dar o restart na minha cabeça e me focar nas coisas realmente importantes. Não me cobrar tanto, não me preocupar tanto. Comprar um óculos, cuidar melhor da minha saúde e voltar a fazer as coisas que gosto. Conversar mais com as pessoas, olhar mais para o céu e me deixar levar pela brisa noturna. Manter mais contato com os meus amigos, não depender (emocionalmente) tanto das pessoas e brincar mais com o meu cachorro. 2010 será o ano em que olharei para as pequenas coisas e esquecerei um pouco das grandes.

sexta-feira, 11 de dezembro de 2009

como uma novela do Maneco...

Vontade de dar risada. De comer calda de chocolate quente. De rolar no chão com o meu cachorro. De cantar a minha música predileta a plenos pulmões. De assistir meu filme preferido e saber todas as falas. De ter uma noite digna de filme da Sessão da Tarde. Vontade de escutar aquele tom de voz e sentir um arrepio na espinha. De chorar até perder as forças e depois dar risada de puro nervoso. De ter planos para o fim de semana. De dançar sozinha dentro do quarto. Saudade de criar meus próprios personagens. De rir até perder o fôlego com piadas bestas. De sentir o sol da tarde na pele. De tomar banho de chuva em um dia quente. De sentir o cheiro de comida recém-feita. De tomar coca cola com rosquinhas de côco. De sentir um cheiro e só lembrar de coisas boas. De uma nova história a cada segunda feira.

Vontade/saudade de viver a vida lá fora, na avenida Paulista, na rua Augusta ou em um carro cheio de gente.