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terça-feira, 3 de agosto de 2010
terça-feira, 27 de abril de 2010
:)
Mexi na minha gavetinha de lembranças. Tirei, delicadamente, a foto com o cachorro São Bernardo de cima das outras coisinhas e a desdobrei. Estava amassada, mas não deixava de ser linda com os rostos sorridentes dos jovens agasalhados. No canto, estavam as três caixinhas de veludo: a verde, a vermelha e a azul, com o anel esquecido. Em meio aos papéis, desenhos de um tempo em que era divertido desenhar, uma flor ressecada pelo tempo mas ainda cheirosa e três envelopes de carta. Duas delas, eu lembrava que existia. Mas uma delas, no envelope mais bonito, eu tinha esquecido a existência. Aquela tinha sido a primeira carta do começo dA AMIZADE e e terminava com um doce "churumela xD". Voltei a 2006, era bonito, cheio de conversas madrugais e a máxima soulmates never die. Verdade ou não, aquele foi um ano lindo, de pessoas importantes, de primeiras vezes e repleto de sentimentos. Devolvi as cartas aos seus lugares originais. As guardei junto com um sorriso nostálgico.
quinta-feira, 22 de abril de 2010
...
Ás vezes, quando a noite cai, a cabeça enche. É muito passado, é muito presente, é muito futuro para se pensar. A vontade de largar tudo lhe sobe a garganta, junto com aquele nó que não desata nunca. E os olhos molham mornamente, junto com a ardência salgada típica. Por trás do riso solto, vivia a melancolia. Sentia saudades de tantas coisas, que as vezes esquecia das quais. Ansiava a volta daquele conversa entre amigas, daquelas ligações no meio da tarde, daquele amigo cibernético, daqueles tempos madrugais. Por isso, ligou o rádio e foi deitar-se. Aquele era seu refúgio: os lençóis amassados pela noite anterior e a voz doce que saía das caixas de som. Seu maior problema foi crescer.
quinta-feira, 18 de março de 2010
terça-feira, 2 de março de 2010
uma carta para um individuo
te amo, sem saber porque. te odeio por me fazer dizer isso quando estamos cada um em sua cama, e, em vez de um sorriso, lágrimas molhando o rosto. quero ser a sua home. que nem naquele filme que assistimos. te espero aqui com os meus braços abertos para te abraçar. porque, parafraseando a rita, abraçar é encostar dois corações. e quero encostar o meu coração no seu. você me faz mais feliz mesmo com este seu jeito tortinho e eu gosto da sua presença mesmo com este meu jeito implicante. você sempre faz eu rir mais um pouco. a minha tristeza pode ser crônica, mas o seu cafuné me aquece na minha caverna de gelo.
obrigada por tudo.
e um dia surrupio uma camiseta sua só para me fazer companhia nos dias que eu estiver com medo do coelho Frank...
ps: nunca mais me faça te pedir em namoro. quero ser donzela da próxima vez...
obrigada por tudo.
e um dia surrupio uma camiseta sua só para me fazer companhia nos dias que eu estiver com medo do coelho Frank...
ps: nunca mais me faça te pedir em namoro. quero ser donzela da próxima vez...
terça-feira, 9 de fevereiro de 2010
breve #7
ás vezes o choro vem assim, acumulado, desesperado, soluçado. parece que abriram a torneirinha e tudo quer sair de uma vez só. calma, garotas, todas as dores terão sua vez...
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quarta-feira, 27 de janeiro de 2010
Patati, patacolá
Patas sabem andar, mas não como gente. Sabem voar, mas não como pássaros. Sabem nadar, mas não como peixes. Patas sabem fazer tudo, mas não são especializadas em nada. Servem de abrigo para os filhotes e alegram as crianças com o seu jeito desengonçado. Eu sou uma pata. Não sou notória/impressionante/graciosa em nada. Ando pelo mundo a passos incertos e sempre assustadiça. Conquisto os meus pela minha espontâneidade de rir dos meus próprios problemas e pelo meu jeito atrapalhado de levar a vida. Se você não gosta de patos, não sei o que está fazendo aqui.
Quack.
Quack.
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quinta-feira, 7 de janeiro de 2010
lapso noturno
Ás vezes eu sinto um comichão que vai do centro do meu peito para as pontas dos dedos das minhas mãos e pés. É uma vontade louca de colocar o pouco da minha vida dentro de uma mochila e sair por aí. Pegar um ônibus para lugar nenhum, sentar onde nunca imaginei que sentaria e conversar com pessoas que não conheceria em outra situação.
Tenho vontade de juntar os meus amigos para andarmos pela noite sem qualquer rumo. Encontrar em cada casa, cada poste um motivo para risadas e um pouco de diversão. E no meio dessas risadas sentir a mão de alguém segurar a minha e então trocarmos o melhor dos sorrisos.
Dentro de mim se encontra a insatisfação de estar parada. A insaciedade de estar sozinha.
Quero abraçar o mundo mas os meus braços não são grandes o bastante. E sou covarde para entregar o meu coração a ele.
Tenho vontade de juntar os meus amigos para andarmos pela noite sem qualquer rumo. Encontrar em cada casa, cada poste um motivo para risadas e um pouco de diversão. E no meio dessas risadas sentir a mão de alguém segurar a minha e então trocarmos o melhor dos sorrisos.
Dentro de mim se encontra a insatisfação de estar parada. A insaciedade de estar sozinha.
Quero abraçar o mundo mas os meus braços não são grandes o bastante. E sou covarde para entregar o meu coração a ele.
segunda-feira, 4 de janeiro de 2010
ano novo, novo ano
2009 foi um ano de muitas reviravoltas. Algumas boas, outras nem tanto. E de tantas reviravoltas eu acabei me cansando e perdendo os sentidos, perdendo o rumo. Por isso, a minha principal "resolução" para 2010 é conseguir acertar a agulhinha da minha bússola, descobrir quais são os meus reais objetivos e respirar fundo para um recomeço. Dar o restart na minha cabeça e me focar nas coisas realmente importantes. Não me cobrar tanto, não me preocupar tanto. Comprar um óculos, cuidar melhor da minha saúde e voltar a fazer as coisas que gosto. Conversar mais com as pessoas, olhar mais para o céu e me deixar levar pela brisa noturna. Manter mais contato com os meus amigos, não depender (emocionalmente) tanto das pessoas e brincar mais com o meu cachorro. 2010 será o ano em que olharei para as pequenas coisas e esquecerei um pouco das grandes.
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domingo, 13 de dezembro de 2009
Ando me expondo demais. Esse blog está sendo visitado demais para eu continuar a escrever tudo o que eu gostaria de escrever. Mas, ultimamente, escrever está sendo uma ótima válvula de escape. Gosto de escrever, mas não gosto que leiam o que escrevo. Porém, pior que tudo isso, é que eu preciso que leiam, preciso que tentem entender como me sinto. E não é só nas coisas ruins, mas nas boas também... naqueles textos com gosto de saudades ou em outros com o nuance salgado de lágrimas. Cansei de me fechar numa conchinha. Ela estava lotada demais e já me faltava o ar. Só tenho medo de me podar exatamente por eu saber que pessoas que conheço andam lendo esse blog. Anônimos, amigos e mixuruqueiros. Todos vocês, obrigada por tentar entender essa mente que sempre foi, mas anda ainda mais confusa. Juro que tudo está voltando a seu lugar.
quarta-feira, 7 de outubro de 2009
crisis detected
Gosto do escuro, mas não aguento mais ser esmagada por esse breu total. E eu sei que essa escuridão não vem de fora pra dentro, mas de dentro pra fora. São os meus sentimentos obscuros, a angústia e a ansiedade que insistem em me devorar.
Como me livrar de algo que tem sua fonte instalada dentro de mim mesma? Como evitar que esse animal me arraste para o lugar longíquo das lágrimas sem razão?
Eu poderia ficar bem por pelo menos mais de uma semana, não? Mas não, esse mesmo bicho nervoso e negro se remexe dentro do meu estômago. Esse monstro inquieto consegue até mesmo inibir as graciosas patinhas das formigas que, nos bons dias, caminham pelo meu coração.
Por isso eu ando escrevendo. Sempre brinquei que sou uma rockeira frustrada, mas (re) descobri na palavra o meu instrumento musical.
Como me livrar de algo que tem sua fonte instalada dentro de mim mesma? Como evitar que esse animal me arraste para o lugar longíquo das lágrimas sem razão?
Eu poderia ficar bem por pelo menos mais de uma semana, não? Mas não, esse mesmo bicho nervoso e negro se remexe dentro do meu estômago. Esse monstro inquieto consegue até mesmo inibir as graciosas patinhas das formigas que, nos bons dias, caminham pelo meu coração.
Por isso eu ando escrevendo. Sempre brinquei que sou uma rockeira frustrada, mas (re) descobri na palavra o meu instrumento musical.
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